quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
terça-feira, 27 de Outubro de 2009
Ausencia Geek
Depois de uma certa ausencia no blog... deixo aqui um texto que escrevi num blog complementar a este. Depois de reler achei que merecia uma promocao a post :)
Para mim a mulher perfeita deveria ser bonita com a facilidade do VTK, mas com o poder do OpenGL, a versatilidade interna do Qt com a simplicidade do FLTK e a elegancia visual do GTK.. deveria conseguir ver-me como o OpenCV, analisar problemas com a simplicidade do MATLAB e a rapidez do C++, mas isto com a elegancia do Python... Nao deve ser fechada como o Windows mas abrir e expor os seus problemas como o Linux. Nao quero uma mulher na versao 5.0, mas uma na sua versao <1.0, tal como eu sou, para podermos juntos crescer e fundir-nos numa unica aplicacao na sua versao 1.0.
E acho que com isto vou voltar aos meus algoritmos...
(Espero nao ter chocado ninguem )
Para mim a mulher perfeita deveria ser bonita com a facilidade do VTK, mas com o poder do OpenGL, a versatilidade interna do Qt com a simplicidade do FLTK e a elegancia visual do GTK.. deveria conseguir ver-me como o OpenCV, analisar problemas com a simplicidade do MATLAB e a rapidez do C++, mas isto com a elegancia do Python... Nao deve ser fechada como o Windows mas abrir e expor os seus problemas como o Linux. Nao quero uma mulher na versao 5.0, mas uma na sua versao <1.0, tal como eu sou, para podermos juntos crescer e fundir-nos numa unica aplicacao na sua versao 1.0.
E acho que com isto vou voltar aos meus algoritmos...
(Espero nao ter chocado ninguem )
segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
Jacek Kustra, 4 Outubro 2009
O vento gelado que arrepia enquanto envolve faz acreditar que a natureza em toda a sua grandeza pode ser desafiada. Deixamos de aceitar as suas leis e decidimos contrariar as suas regras. O preco a pagar por esta independencia torna-se a total dependencia de apenas nos proprios.
segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Diferenças
Isto passou-se há uma semana atrás. Um rapaz Indiano perguntou-me:
Ele: Tu és Portugues?
Eu: Para todos os efeitos sim..
Ele: Porque é que os Portugueses se riem do meu nome?
Eu: Sei lá, como é que te chamas?
Ele: Varada
Eu: Nao faço ideia...
Ele: Ok, obrigado
Eu (passado uns minutos): LOL Oh que c******
Ele: Tu és Portugues?
Eu: Para todos os efeitos sim..
Ele: Porque é que os Portugueses se riem do meu nome?
Eu: Sei lá, como é que te chamas?
Ele: Varada
Eu: Nao faço ideia...
Ele: Ok, obrigado
Eu (passado uns minutos): LOL Oh que c******
Isto é que é um post..ahh?
:) Enquanto lia este post da Andreia, lembrei-me das pessoas tambem do sul, que ao elogiar dizem sempre um "ahh?" no fim. Por exemplo:
Isto está mesmo bom, ahh?!
Fizeste um bom trabalho, ahh?!
Hoje estás muito bonita, ahh?!
O que será que pensam ao dize-lo? Deve ser algo do tipo:
"Sou mesmo eu que te estou a elogiar, olha diz aí o que achas do meu elogio, ahh?"
Isto está mesmo bom, ahh?!
Fizeste um bom trabalho, ahh?!
Hoje estás muito bonita, ahh?!
O que será que pensam ao dize-lo? Deve ser algo do tipo:
"Sou mesmo eu que te estou a elogiar, olha diz aí o que achas do meu elogio, ahh?"
sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
Missao
J. van Genugten, 2004, Suica
Atingido por um raio de luz apenas sente o confortavel calor entre o ar seco e frio predominante nas encostas que o sol ja' nao ilumina. A sua vida esta' dependente do que sente. O que precisa e o que adora sao no fundo conceitos iguais. E' para ele mais importante sentir do que pensar. Apenas a sobrevivencia da especie se sobrepoe 'as suas emocoes. Sente cada rajada de vento, cada ramo sobre o qual pousa e a cada instante de repouso sente verdadeiramente o seu descanso. Vive cada dia como se este fosse o ultimo, nao se questionando sobre quando isso sera' verdade. Nao precisa, isso apenas alteraria a sua missao no mundo: Sobreviver.
segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
5 segundos
Era apenas uma pessoa no meio da multidão que a cada paragem se alterava ligeiramente. Fixando sentado a janela do metro, esta alternava a sua imagem reflectida durante a passagem pela paisagem escura dos tuneis com a luz incadescente das paragens. Questionava-se porque manha apos manha acordava sem nenhuma reaccao, apenas seguindo a rotina de se levantar, vestir, ver o reflexo da sua ausencia de expressao no espelho e sair de casa em direccao ao emprego. O metro parou, cuzando-se com outro vindo da direccao contraria. A mesma expressao olhava para ele do outro lado enquanto se cruzaram. Os seus rostos levantaram-se segurando o olhar um do outro.. Levantando lentamente a mao ela tocou no vidro que a impedia de estender este mais longe. O coracao dele acelerou compreendendo subitamente as razoes que o levavam diariamente a seguir uma rotina, esta fazia parte de algo maior que idealizava na vida, que nesse momento sentia ter um significado. Enquanto o metro arrancava os seus olhares, ainda nao tinham percebido que aqueles seriam os ultimos momentos que alguma vez partilhariam.
quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Esperar
Quando apenas nos resta esperar pelo resultado de algo, pensamos se fizemos tudo o que poderiamos ter feito para atingir o resultado desejado. Podemos fazer tudo o que está ao nosso alcance, mas não mais. Nos tempos em que rezava, a sensação de poder controlar o incontrolável, de ter do meu lado alguem que tudo controlava fazia-me sentir que podia fazer mais que o que estaria ao meu alcance. Embora isto nos possa fazer sentir mais confiantes com os factores imprevisiveis, tirava a importância à realidade e a tudo o que poderiamos de facto controlar...
domingo, 13 de Setembro de 2009
Para sempre
Dizem que a unica constante na vida é a mudança. Por mais que isto assuste e custe a aceitar, permite-nos ver tudo de uma forma diferente. Talvez o tudo se mantenha constante e a mudanca esteja em nós, na constante alteração da nossa posição que nos faz parecer o tudo diferente por apenas conseguirmos ver uma dimensao limitada deste, ou talvez somos nós que não mudamos enquanto tudo se altera. Poderá ainda ser uma combinação das duas que intensifica ainda mais a mudança. Talvez mudando à mesma velocidade do tudo nos faz sentir que este não muda, mas neste caso nada do que vemos nos parece novo e pouco crescemos relativamente ao mundo.
Penso que a maior segurança que temos são as coisas no tudo que sabemos que independentemente de onde estejamos existem para sempre. Tal como o tudo que vemos durante a nossa vida tem as suas constantes, como a velocidade da luz, ou aquelas que aos nossos olhos sao tambem constantes como a posicao relativa das estrelas, tambem nós podemos criar as nossas constantes, definindo aquilo que queremos que na nossa vida seja... para sempre.
Penso que a maior segurança que temos são as coisas no tudo que sabemos que independentemente de onde estejamos existem para sempre. Tal como o tudo que vemos durante a nossa vida tem as suas constantes, como a velocidade da luz, ou aquelas que aos nossos olhos sao tambem constantes como a posicao relativa das estrelas, tambem nós podemos criar as nossas constantes, definindo aquilo que queremos que na nossa vida seja... para sempre.
Friday Night Skating Amsterdam
11 de Setembro de 2009, 8 anos depois do dia antes do exame de recurso de Cálculo II participei no Friday Night Skating em Amsterdão.
Sempre que escrevemos publicamente transmitimos a sensação de algo que sentimos a alguem. Procurando a combinação certa de palavras o espectro de sentimentos que temos a um dado momento é passa a existir momentaneamente em outra pessoa. Podemos também identificar o nosso espectro com o que alguem no passado nos descreveu.. e neste evento especifico, o estado transmitido está descrito aqui.
Sempre que escrevemos publicamente transmitimos a sensação de algo que sentimos a alguem. Procurando a combinação certa de palavras o espectro de sentimentos que temos a um dado momento é passa a existir momentaneamente em outra pessoa. Podemos também identificar o nosso espectro com o que alguem no passado nos descreveu.. e neste evento especifico, o estado transmitido está descrito aqui.
Delicadeza da perfeição
Sentada com as pernas cruzadas em cima da cama, olhou para as suas mãos. De uma forma mecanizada pegou na lima e com tres passagens em cada unha acertou a sua forma já perfeita. Levantando o seu olhar azul, focado no infinito, evitou criar uma linha entre outro qualquer. Sentia que algo lhe faltava... talvez a liberdade de poder não ser perfeita em algo que não a tristeza que este sufoco lhe trazia.
Bom dia Amsterdão
Algures nas redondezas de Utrechtsestraat, Ontem, Amsterdão
A mesma rua que todos os dias experimenta o ciclo das pessoas que sobre ela caminham, sente os tacões altos e as solas de couro que predominam durante a noite, os copos vazios que abundam espalhados na sua superfície, os ritmos e as conversas que por esta ecoam, sente finalmente a paz com os primeiros raios de luz.
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